sábado, 23 de junho de 2012

Depois de quarto horas de intensos estudos na linguagem inglesa, eu paro para um intervalo apreciativo, ou seja,  apreciar um pouco  das Artes das Musas.

Apreciei isso:

E depois isso:
E claro, ambas as obras com artistas diferentes no CD em que escuto.
A seguir, um escrito postado no grupo virtual de filosofia da  minha escola acerca de religiosidade, existencialismo e ciência.


Este poste é uma compilação de correios eletrônicos trocados por mim e uma graduando de Psicologia religiosa sobre algumas questões humanas 
que contêm meus pensamentos sobre o assunto. Haverá aqui apenas alguns 
trechos do correio. Em sequência, o correio do segundo sujeito; logo 
após, a reposta do primeiro sujeito, eu. 

Correio eletrônico do primeiro sujeito: 
[...] 

Boa tarde, querido! 



O astrônomo Fred Hoyle teve seu ateísmo abalado pelo princípio 
antrópico e pela complexidade que observou na vida. 
Hoyle concluíu: "Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que 
um superintelecto intrometeu-se na física, na química e na biologia e que 
não há forças ocultas e dignas de menção na natureza" 

Embora Hoyle tenha sido vago sobre quem seja exatamente esse 
"superintelecto", ele reconheceu que o ajuste refinado do Universo 
exige inteligência. 

Beijo! 

[...] 

Resposta do segundo sujeito ao correio eletrônico anterior: 

Cabo de Santo Agostinho, a 6 de Abril de 2012. 
Oi Querida, 


[...]

 Além deste fato, há outro, a tua ansiedade. Quanto para as suas 
verdades, eu recomendo este leitura: 


Sou cético e irreligioso, por vezes, até encharcado de pirronismo. 
Claro, acredito que há uma Energia Suprema desconhecida e 
imperceptível para nós, humanos tão tolos e modestos perante a 
vastidão cósmica, que rege o Universo; mas não com o imperialismo e 
soberania egoísta dos deuses humanos, incluindo o cristão. É algo 
natural que simplesmente está além de nossas aptidões compreensivas. 
Ou terás como resolver o problema teológico da eternidade divina? Deus 
existia antes da criação da luz e do tempo? Ou seria ele o próprio 
tempo? Antes da nossa criação, digo todo o Cosmos, havia apenas Deus? 
Mas realmente pode ele simplesmente existir-se eternamente? Tudo e o 
Todo não deveriam ter o limiar e o findar? 



A Bíblia, tanto como outros livros considerados sagrados, não hão ser 
superiores mais que a classificação de livros que usam da criatividade 
humana gestora de mitologias para dar respostas concretas e convictas 
a estas questões tão perturbadoras, que nem a Teologia, e a Ciência e 
a Filosofia estiveram por responder satisfatoriamente. 



Como assim? Ciência e Filosofia tentando explicar problemáticas da 
teologia cristã? Podem mesmo sê-lo? Ocorre-se que, as explicações 
científicas sobre a origem, a criação e o destino de nosso Universo 
também falham na Ciência e na Filosofia assim como na Teologia. 
Possuir estas tuas verdades são mais confortáveis para ti e a outrem, 
pois não jogar-te-ia num mar de singularidades. Digo, a singularidade da 
Física, na teoria da explicação sobre nossa origem e destino, é uma 
relativa ao vazio teológico das respostas destas perguntas. 



Este é um dos motivos de que sou cético, por vezes, pirrônico. Há 
mais, a ter dependência da da progressão evolutiva, a má religião e 
seus dogmatismos, ouso socialmente considerar, deveram ser extintos 
lentamente ou, tal seja uma vez, de rápido modo. 



Eu poderia simplesmente apresentá-la dados estatísticos do ateísmo 
científico, mas não preferi fazê-lo por meu ceticismo. 


Sobretudo, meu cientificismo cético não deixa-me descrer, por exemplo, 
que há possibilidade de corpos ocuparem dois lugares simultaneamente 
ou na possibilidade da magna capacidade da cognição humana de ler 
outras mentes. Há muito da Espiritualidade, que nos é natural, e 
precisa ser melhor desenvolvido. Não somos a árvore, apenas um dos 
vários ramos de uma longa jornada de crescimento. 



Todo o Drama humano vive apenas em Meio a uma indiscutível 
superioridade cósmica indiferente a todos os nossos feitos. Este fato 
absurdo e desconfortante é apaziguado com as artes, com a Filosofia, 
com a Arte das Musas, com a Beleza e a Estética igualmente indiferente 
para a superioridade cósmica. 


Atenciosamente, 
Lee Ailson. 

P.S.: Não revisei o texto.
Gostaria de possuir condições econômicas favoráveis para comprar todos os livros que eu desejo. Um destes desejados livros é a biografia de Glenn Gould escrita por Otto Friedrich.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O título da minha redação na verificação de aprendizagem foi O Mundo e a Pedra Verde na Música de Gonzaga. Eu comecei falando de sua obra e terminei citando Tchaikovsky e Kandinsky a fazer relação com Gonzaga.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sempre acontece quando estou só. Eu preciso parar.
Ontem, o concerto da Orquestra Sinfônica do Recife foi muito bom.  Houve muitas cousas das quais eu não gostei como a falta de educação dos espectadores, a rispidez e o atendimento preconceituoso dos receptivos, a breve e sutil desafinação das cordas e metais (falo de comas) e a falta de vigor e segurança da solista. Sei que a atual temporada da Orquestra Sinfônica Recife demonstram ao público o amadurecimento da Orquestra com o regente Osman Gioia, mas penso que poderia melhorar.

A interpretação da Quarta Sinfonia em Fá menor de Tchaikovsky, muito conhecida por ser último movimento  em que as cordas tocam quase por todo em pizzicato, foi precisa e segura.

Foi uma bela noite em que eu pude apaziguar meus sentimentos.

Sonhei com cachorros nessa hora da noite. Disputava com eles algo não muito claro no sonho. Repentinamente, eu corro e faço um voo rasante no chão. Após minutos de voo, pouso e retomo, mas com os cachorros a seguir-me e morder-me. Após algumas lutas vencidas com os cachorros, eu fico a apreciar o quão caucasianas são as minhas nádegas, mas na realidade física, elas não são caucasianas. Não entendi o sonho e este é o motivo de escrevê-lo cá.

Música do dia:

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Hoje haverá o concerto da Orquestra Sinfônica do Recife com Mozart e Tchaikovsky. Nãi irei para o inglês e pagarei a reposição.

Ocorreu muitas coisas legais comigo ontem. O senhor do sebo em que eu compro livros conversou comigo, o professor de música confidenciou seus sentimentos para quatro alunos seus e encontrei uma coleção legal de revistas Seleção Readers Digest das décadas de sessenta e setenta. Estou lendo a edição de dezembro de 1971. Pretendo ler todas elas, pois novas informações não faltarão a cada página lida. 

Parece que nunca terminarei de ler A Descoberta do Mundo de Clarice Lispector. Eu como vagarosamente este livro. Como-o como uma laranja que como. O ácido da descobrir-se e descobri-la aliado à doçura e sutileza de encontrar beleza no mundo mediante as palavras. Antes de meu tão esperado recesso escolar terminarei de lê-lo. Ao menos espero.

Eu deveria escrever mais cá.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cinco reais sempre fará diferença no meu intercâmbio. Pagarei trinta reais para reposição da aula de inglês por desejar ir ao concerto da OSR.

Palavras-chaves em minha mente: Colégio Militar do Recife, Colégio Aplicação da UFPE, Relatório de represente da minha turma, Intercâmbio, Intercâmbio financiado pelo governo, perfeição, piano, violino, desafinação, Curso de Extensão da UFPE, Francês UFPE, Inglês UFPE, Estágio para Intercâmbio, Intercâmbio financiado pelo governo, Centro de Criatividade, Orquestra Sinfônica Jovem, dinheiro para comprar todos os livros que eu quero, morar em São Paulo, morar só em São Paulo, morar no exterior, morar só no exterior et cetera.

domingo, 17 de junho de 2012

Tenho muitos medos. Porém, há um medo que se sobressai. É o medo da "frustração do ideal". Desde a tenra sonhei ser um grande homem e minha vida não parece fazer sentido sem sê-lo no futuro. Os meus objetivos circundam em ser um grande homem. Eu sei que há de ser necessito emigrar da Terra da Pedra Verde para a Terra da Folha Verde. 

O Brasileiro Luíz Fïlíp venceu o concurso para vaga de violino primo na Filarmônica de Berlim. Este acontecimento despertou-me alguns sentimentos. O que será de mim? O que será de meu futuro? Serei um Historiador, Músico, Compositor, Artista? Terei meu nome gravado na história da humanidade? Quais as chances para o filho duma ignorante mulher e d'um pai com grotesca mente? 

Não poderei ir ao concerto da OSR no Teatro Santa Isabel na quarta-feira deste semana pois haverá aula de inglês exatamente no horário no qual iniciará o concerto, às 20h. Estou seriamente pensando em pagar uma reposição. Não gostaria de perdê-lo. Afinal, não são todos os dias em que uma Orquestra Sinfônica interpreta as sinfonias de um dos meus compositores favoritos, P. I. Tchaikovsky.

Enquanto isso, vou estudar e pensar nos meus objetivos breve

Estou apreciando isto cá:

sábado, 16 de junho de 2012

Banhar-se e escrever são  dois modos de sobrepujar a efêmera mediocridade da vida, concluo.
A próxima semana será diferente. As avaliações procrastinadas finalmente ganharão existência nas carteiras dos educandos ansiosos. E também pretendo ir para as exposições de arte que também procrastinei esta semana para estudar. Enquanto tudo ocorrer na semana que virá, retomarei a leitura dos contos de meu escritor francês favorito (falo do Guy de Maupassant) e dividirei o livro com os estudos preparatórios para a avaliação de inglês. 

Os planos não mudaram e a via continua a mesma. 
Tanto ocorreu-me nos tempos de cá afastado.



Já, entendo a mediocridade do mundo. Entretanto, sei eu que o conhecimento e a razão liberta daquela prisão medíocre. Há pessoas com mentes tão disformes quanto seu corpo e isto deixa-me em cólera com o mundo. Após um harmônico dia, entro em meu apartamento com os mesmo sentimentos de antigos tempos em crise existencial e de imediato penso a revigorar-me: "Mais vale uma frustração que faça-me crescer do que uma satisfação que faça-me estagnar".

Com tantos nomes e endereços escritos na agenda para junho, o remédio será ir para todos os compromissos e continuar

apesar de tudo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A "estreia" da Kreutzer Ensemble não foi como eu esperava. Estou triste.

O legal do dia é que as avaliações foram adiadas para a próxima semana. Estou sem conexão da internet por dois dias, mas acredito que amanhã há de voltar ao normal. Até lá, vou recuperar meus animos lendo Clarice Lispector.

domingo, 10 de junho de 2012

Estou desanimado. É o que geralmente acontece nesses finais de semana onde os domingos são duplicados.

Amanhã haverá avaliação das disciplinas de Ciências Exatas. Penso que o resultado não será tão bom. Não digo satisfatória por poucas cousas satisfazerem-me. Podes imaginar o resultado duma avaliação de um ser que cria um blogue acerca de si, seus pensamentos, sua percepção do mundo et cetera com título de "Reflectere ad  Hominus"? É, eu não estou muito otimista. Ou não esotu muito confiante?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ainda irei para o Parque Arqueológico de Alarcos Calatrava

Eu sou um idealizador... e um idealizador carecente também.

Idealizadores e idealizadores carecentes costumam sempre ter atitudes como a que eu tive tempos atrás no autocarro com um rapaz. Pessoas com essas características também tornam-se frequentemente sorumbáticas. O texto em sequência é uma compilação dum correio eletrônico enviado a uma confidente amiga. O que está escrito demonstra como são esses tais idealizadores mencionados já.

..., 19 de Abril de 2012.

Querida C.,

Decidi. Apenas estive decidindo. O que decidi? Escrever-te sobre
coisas quaisquer. Eu pretendo te contar alguns ocorreres nos fluídos
de meu tempo. A água que flui em meu rio do tempo é quase negra, como
os rios dos manguezais do Recife. Por vezes, encontro-me com a água
azulada do mar, então venho a tornar ser esta mistura com o céu escuro
estrelado e com a atmosfera noturna iluminada pela luz lunar tímida.
Escrevo-lhe tudo isto enquanto aprecio os pianos trios em forma-sonata
do compositor tcheco Jan Ladislav Dussek.

[...]

Ao voltar da Escola de Artes, estava no autocarro. Este esteve sendo
um dia interessante. O senhor do sebo sorriu-me enquanto punha em
minha mão um livro de literatura luso-brasileira. Ainda disse, tirando
o livro quase preto de pó de baixo dum
monte Olimpo de livros : "Tem Miguel de Cervantes. Muito bom. Ninguém
vê, ai ninguém leva." "Ele poderia presentear-me com este livro." —
Penso enquanto reciproco-o com igual sorriso na cara. Além disso,
parece-me que mim diz a memória que foi neste mesmo dia uma senhora
chamada F. cujo último nome lembro, cumprimentou-me ao ver minha
humilde pessoal sentado abaixo de uma árvore a ler um livro. Quando
largamos, pude ver os outros educandos nos vendo a conversar e a rir e
pensando: " O que ela tem de melhor? Ele tá sempre sozinho, e agora
depois de semanas está rindo com alguém tão enrugada quanto..."

Por fim. Voltando à noite no autocarro, do qual, posso fazer um
trajeto "X". O meu trajeto de noite é o
retorno. Neste noite, não tive inspirações para novos escritos, não
decidi começar e não terminar uma nova composição para dois violinos e
decidi não fazer teste de concentração no congestionamento ruidoso ao
tentar ler um dos vários livros que fazem ocupar espaço em minha
colossal e enorme mochila. Não era um dia comum, pois chovia muito.

Eu não entendi porque as pessoas preferem fechar as janelas para
sentirem-se numa chaleira fervendo chá cigano a sentir a brisa fria e
úmida da gotas de água da chuva, que são despedaçadas para longe de
seus amores no quebrar do vento, que bate no autocarro com velocidade.

Gosto de observar a tragédia humana, portanto, costumo sentar ao lado
da janela. Neste dia, não houve sequer um universitário  para sentar
ao meu lado com livros de engenharia robótica em língua inglesa, ou
adolescente que inventam jogos aparentemente inocentes mas macabros
para ocupar o tempo quase perdido no congestionamento.

Um ser feminino senta ao meu lado. A descrevo deste modo por não
lembrar suas características e feições, e principalmente, porque as
pessoa parecem morrer nos autocarros. Mas quando passamos daquela
camada de tez, poderemos ver grandes Sinfonias, grandes mundos. Estão
todos cansados dos próprios vermes em seus putrefatos corpos, mas
estes vermes causam o péssimo odor que faz atrair os seus alimentos
diários, os corvos, que por vez destes, os tornam fortes como a neve.

Desculpe-me interrompê-la, aprecies isto e voltes até mim:
http://www.youtube.com/watch?

v=m9yTzwe710U

O ser feminino chega ao seu ponto de parada, no qual, muitas pessoas
também costumam esperar o seu transporte. Bom rapaz que sou, retiro-me
de minha cadeira para a senhora não ter problemas com minha enorme e
colossal mochila com grossos livros. Neste ínterim, um cavalheiro, no
limiar da fase adulta penso eu, aproxima-se para tomar posse da
cadeira, que nestes dias de congestionamento são muito desejados pelas
pernas. Ele parecia estar fazendo pisar naquele autocarro em tão
pouquíssimo tempo.

A senhora vai-se sem agradecer. Mas não importo-me ao ver aquela face
em minha frente que, apesar de não ser de beleza apolínica,
encantou-me. Não posso compreender os mistérios todos na vida. Talvez
porque ainda não sou humano o suficiente, sou mais animal com
instintos emocionais do que humano cósmico transcendental. Estas
atrações instantâneas que nos ocorrem parecem-me estar além de nosso
entendimento e de nossa consciência biológica-psicológica. Somos
presos à eles como múmias faraônicas em seu bálsamo eterno.

Entre tantos ruídos nada melódicos e buzinas no congestionamento, pude
ouvir a sua voz falar-me, mas não compreender-me. De modo que faz-me
pensar que ele disse "que foi boy?" Meus ouvidos estavam concentrados
em sua face, então, faço pensar que ele provavelmente disse "Eu
posso?", pois logo após a imemoriável e incerta frase gramaticalmente
correta, ao menos disto tenho certeza  (mas como posso ter certeza que
a frase pronunciada por sua boca e arquitetada por sua Área de Broca
pode estar gramaticalmente correta se não posso ter certeza do que
falou-me ele?), expressei um sorriso em que aperta-se as partes
superiores e inferiores do lábio, pondo as extremidades esquerda e
direita um pouco confusas quanto a direção dele na cara, um ponto que
diferencia as expressões de tristeza e a sorridentemente alegria,
também ocultando os dentes incisivos que são os sóis dos sorrisos para
muitas das pessoas. Um altruísta sente-se feliz ao ver o Sol nos olhos
negros de alguém sorrindo.

Talvez, estava eu, ocultado meu sorriso feliz por encontrar uma cara
viva entre as faces mortas. Sua cara era vermelha (então ele gosta
mesmo do clima no Recife?), nada tão visceral é quanto ver o sangue na
cara de quem tu amas. Céus! Oh, céus! Eu amo um desconhecido. Como sou
perverso!

Voltando ao sorriso ocultador de incisivos e sentimentos, enquanto
fazia-o, dei-lhe o cadeira ao lado da janela com um gesto licenciador
da mão esquerda apontando para a cadeira um pouco abaixo de meu
abdômen. Expressa seus sentimentos com uma palavra; após, senta-se na
cadeira com o meu mesmo sorriso, porém um pouco mais hesitante.

Nem uma das bocas das faces mortas, em nem um dia sequer, comentou à
mim, um desconhecido, sobre a chuva e as soluções do para o
congestionamento com tanta humanidade. Comentou à mim, uma das coisas,
que naquele momento, eu comentaria para alguém, mas por repressão
mesmo, não comento, falou das criança sonolentas com suas mães  nestes
transportes. Ele também não compreende o motivo de as pessoas terem
preferência em fechar as janelas para sentirem-se numa chaleira
fervendo chá cigano a sentir a brisa fria e úmida das gotículas de
água, que despedaçam-se para longe de seus amores no quebrar do vento,
que faz bater velozmente no autocarro.

Ele decidi abrir a janela e sentir a brisa fria e úmida das gotículas
de água despedaçantes à longínquos pontos de seus amores no quebrar
dos ares, fazedor de velozes batidas em o autocarro, e pergunta-me se
aquilo faz-me ter desagrado; então respondo após segundos de tensão
que aquilo está perfeito.

O congestionamento o deixou sem vontade de ócio, o que fá-lo desejar
acessar seu correio eletrônico. Mas a conexão estava péssima naquele
dia chuvoso, o que o faz distrair-se para os lados e perceber que eu
olhava atentamente para a tela do celular. Ele faz rir e comentar que
uma colega sua passaria em Recife, mas não o visitaria. "Pode isso?"
Disse-me. Ele tenta acessar o YouTube, mas a página estava em inglês e
pergunta se eu posso ler e traduzir. Faço-o, mas ele faz desistir.
Céus! Magno foi o instante em que descobri que seu nome é A. ao
reler seu endereço de E-mail enquanto tentava logar novamente.

Eu não sei o que poderia ocorrer se eu o falasse olhando em seus
olhos. Eu sempre tentava fitar em nada, e respondia aos seus sorrisos
mais leves e delicados que as madrugadas, onde as estrelas tornam-se
penas para fazer-nos rir de nossa triste comédia.

Vai-se o tempo. Ele fecha a janela; mas depois disse-me que se sente
numa saúna (achei bom ele não ter-me perguntado se não me sentia
também), então abre-a; a chuva para enquanto aproxima-se o meu
destino. Neste tempo, descubro que ele é casado e possui uma filha,
então sinto-me imoral. Sinto-me tanto que desta vez fito os seus
olhos.

Volta a chover e ele faz anuncio que seu destino aproxima-se, pois
pretende pegar um outro transporte opcional para o aeroporto. Oh,
Céus! Os meus tambores sentimentais começam a tocar num ritmo mais
marcante, pois dou-me a saber que ele descerá exatamente em meu
destino. Além disso, ele não parece ser recifense. Pois aqui, os atos
urbanos não matam a natureza.

Fiz pensar que aquele estava sendo um instante raro em que uma
preciosa pessoa, por acaso, faz-me ter sentimentos tão agradáveis.
Tornou-se impossível não deixar-se ir com as últimas gotas de água que
caíam das árvores nos jardins dos edifícios para a terra agora
molhada. Eu deveria mostrar-se, ao menos, um pouco mais simpático.

Ele retira seu guarda-chuva após anunciar que está chegando ao seu
destino; segundos após retiro o meu. Ele era um enorme guarda-chuva, o
que faz A. o fazer uma observação incomum, mas que eu também
faria: "São desproporcionais." Eu não posso resistir a rir muito com
ele e assentir com pouca dificuldade à sua observação.

Então, de súbito, pede licença e levanta-se, eu sabia que também
estava chegando ao meu ponto, mas decidi deixá-lo levantar-se; pedir a
parada e ir à porta traseira do autocarro. Ele estava a alguns passos
atrás de mim, então  ri silenciosamente todos aqueles risos,  que não fiz em
sua presença. Eu sabia que estava arrependido e não pretendia mesmo
estar ao seu lado na partida.

Quando chegamos ao nosso destino, esperei ele descer do autocarro para
levantar-se cadeira e descer também. A chuva tornou-se torrencial
naquele momento e em segundos, ao descer do autocarro, pude vê-lo com
dificuldades para abrir o guarda-chuva (eu o abri agilmente em três
segundos).

Olho para trás e digo a mim mesmo ao vê-lo olhando-me também partir:
"Que belo ser! Sua desconfiança em eu tê-lo enganado na tradução
certamente revela que, talvez, ele teve uma decepção. Foi com sua
esposa? Ela o destruiu?..." Interrompo os pensamentos pois sentia-me
novamente imoral. Farei meu rumo. Fi-lo, mas absolutamente absorto no
que ocorreu.

Nos diálogos do fim de dia com minha mãe, ele pergunta-me as novidades
e invento toda uma história de uma tal garota que conheci de volta
para casa. Minutos depois da expressão de felicidade de minha mãe por
ver que o filho está sendo "normal", sinto-me muito melancólico.

Durante as duas semanas que passam, desmotivo-me de tudo, pois ele sequer
soube meu nome. Ou a minha mãe não sabe o meu nome?Sim.

Com sentimentos,
Unillimes
P.S.: Não revisei nada, lamento pelos erros ortográficos.
Palavras-chaves de meu pensamento nos últimos dois dias: kreutzer ensemble; C. C.; piano; música; livros; universidades; estudar no exterior; intercâmbio; desgraças; agourentos pensamentos; proteger a irmã; família; meu pai; homossexualismo; transcendentalismo; deuses; cosmos  et cetera.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Deuses nunca parecem fazer sentido para mim.

O concerto da Orquestra Sinfônica do Recife foi cancelado. Mas eu não vou à aula de inglês. Eu domino a lição que a professora lecionará hoje. Além disso, não haverá aula nos próximos dois dias, que unificando com o fim de semana, poderá resultar em ótimos quatro dias de estudos musicais, ingleses, muito documentário e estudos para a semana de avaliação na próxima semana. Sobre a aula de inglês perdida: eu posso repor com outro turma que está na minha mesma lição.

Agora quero assistir um documentário sobre qualquer assunto relacionado à cosmologia com pudim; depois, eu posso terminar de ler o livro de Lispector.

Não posso esperar pela hora de ler o Livro do Ano na Minha Estante.

Eu achava que meu dia seria péssimo. Todo este pensamento começou quando na ida à escola, percebo, já no autocarro, que esqueço o dinheiro da tarifa. Fiquei inexpressivo quando dei-me conta disto. Então, um bondoso senhor, que preferiu não revelar seu nome, decidiu salvar minha vida pagando minha tarifa. Além de agradecê-lo com muitos "Obrigado! Muitíssimo obrigado, senhor!", disse-lhe que só Deus poderia pagá-lo. É raríssimo que minha pessoa diga-o, já que sou absolutamente cético nestas "questões divinas". Penso que este comportamento pode ser explicado com meu sentimento de desconcerto com a sociedade que vivo. Sou humanista e altruísta, gosto de pensar no que outras pessoas pensarão ou como hão de reagir. Este meu sentimento de desconcerto, faz-me pensar que a visão das pessoas acerca de mim é de amoralidade. Como a maioria das pessoas na sociedade são crentes, isto é, possuem crenças em alguma divindade sobrenatural que rege o cosmos, tento ser componente do grande grupo adotando atitudes que fazem condizer com seus conceitos, suas características, seus fundamentos. Isto demonstra a insegurança que tenho em mim mesmo e como tenho autoestima  decadente.

É melhor voltar para o documentário e ao pudim. 
Meu pai não tem o filho que ele planejou. Sou absolutamente o oposto de seu comportamento, modo de pensar e tantos outros aspectos que moldam a personalidade humana.

Estou triste por vários motivos.